quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dentro e fora dos espelhos: leituras do simbólico

Dentro e fora dos espelhos: leituras do simbólico


Claudia Regina Pereira Belli 1
cpereira@univille.br
Taiza Mara Rauen Moraes 2
taiza.mara@univille.br


Resumo

O artigo tem como objetivo refletir sobre o simbólico, sobre o “duplo”, subjacente à linguagem literária, num corpus que tematiza e espelha o real: “Mulher ao Espelho” e “Retrato”, de Cecília Meireles; “Pareça e Desapareça”, de Paulo Leminski ; “O Espelho”, de Mário Quintana, “O Búfalo” e “Onde Estivestes de Noite”, de Clarice Lispector e “Sampa”, de Caetano Veloso. Essas produções literárias que se utilizam do tema espelho e tecem reflexões de ordens diversas, são analisadas como promotoras de elos sociais que determinam diferentes olhares sobre o real demonstrando a força do poético.

Palavras-chave: Espelhos; Poesia; Leitura

Abstract

The objective of this article is to reflect about the symbolic, about the “double” present in the literary language, a corpus that gives theme and mirrors the reality: Cecília Meireles´s “Mulher ao Espelho” and “Retrato”; Paulo Leminski´s “Pareça e Desapareça”; Mário Quintana´s “O Espelho”, Clarice Lispector´s “O Búfalo”and “Onde Estivestes de Noite” and Caetano Veloso´s “Sampa“. These literary works that make use of mirror as a theme and weave reflections of different orders are analyzed as promoters of social links that determine different perceptions over reality demonstrating the poetic power.

Keywords: Mirrors; Poetry; Reading


Introdução


As reflexões analíticas sobre o simbólico, o duplo, subjacente à linguagem literária nos textos “Mulher ao Espelho” e “Retrato”, de Cecília Meireles; “Pareça e Desapareça”, de Paulo Leminski; “O Espelho”, de Mário Quintana ; “O Búfalo” e “Onde Estivestes de Noite”, de Clarice Lispector e “Sampa”, de Caetano Veloso espelham/multiplicam e ampliam sentidos tornando o poético um espaço de complexidade e de correlação entre dimensões vividas e imaginadas. Esses autores selecionados são relevantes por revelarem por meio de leituras do simbólico, aspectos lúdicos e questionadores.
O corpus poético selecionado com a temática “espelho” será analisado como produções verbais que operam um jogo de entrelaçamentos entre linguagem e silêncio e processa novas significações sobre o real projetando-as, literariamente, com múltiplos sentidos numa relação complexa e questionadora.


Espelhos: estudos reflexivos


O dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, define espelho: “Superfície refletora constituída por uma película depositada sobre um dielétrico (geralmente vidro) polido, ou pela superfície de um corpo metálico polido” (Ferreira, 1995, p.269). O espelho pode refletir o aparente e o que há de secreto em cada indivíduo, pode projetar uma imagem pronta, de fora para dentro ou uma imagem obscura de dentro para fora.
Lispector (1999, p.55), no conto “Onde Estivestes de Noite”, ao refletir sobre a existência, questiona a força do reflexo sobre o refletido:
O que é um espelho? Não existe a palavra espelho – só espelhos, pois um único é uma infinidade de espelhos. Em algum lugar do mundo deve haver uma mina de espelhos? Não são precisos muitos para se ter a mina faiscante e sonambúlica: bastam dois, e um reflete o reflexo do que o outro refletiu, num tremor que se transmite em mensagem intensa e insistente ad infinitum, liquidez em que se pode mergulhar a mão fascinada e retirá-la escorrendo de reflexos, reflexos dessa dura água. O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios. Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre sem parar: pois espelho é o espaço mais profundo que existe.

O tema espelho é provocativo, invoca indagações existenciais e evoca outras faces, as chamadas máscaras, criadas e recriadas pelo senso comum, para sobrevivência de cada indivíduo nas sociedades que fragmentam o sujeito.
No poema “Mulher ao Espelho”, de Meireles (2003, p.127), diferentes tipos de máscaras incorporam o sujeito e indagam por entre símbolos e metáforas perfis da mulher na poesia:
Hoje, que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz,
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal fez, essa cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se é tudo tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira,
a moda, que vai me matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus,
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

A projeção da imagem no espelho pode proporcionar além do reflexo, a experiência de autoconhecimento, a descoberta de outro “eu”. Nesse caso é relevante levar em consideração o ensaio “Espelho, Espelhos” de Sérgio Telles, no qual questiona a existência e o reencontro com o próprio “eu” a partir de questões referentes à psicanálise e ao estabelecer um diálogo entre a psicanálise e o conto “Espelho”, de Guimarães Rosa, desnuda o fato de a literatura trazer a tona situações cotidianas e existenciais. O autor fala com o leitor como num espelhamento, já o analista é o espelho para o analisando, gerador de um processo de construção de identidades, de constituição do sujeito que está escondido por detrás de algo. Discussão, também desenvolvida por Calvino (1999 p. 166),
É minha imagem o que eu desejo multiplicar, mas não por narcisismo ou megalomania, como se poderia facilmente pensar. Pelo contrário até parece esconder. Em meio a tantas imagens ilusórias de mim mesmo, o verdadeiro eu é que nos faz mover-se.

O desejo íntimo de se conhecer, conhecer a si mesmo alavanca a multiplicação do próprio eu em facetas diversas que expressam um todo múltiplo e complexo, num contínuo vir a ser que constituem a existência.
Sérgio Telles3 observa que na galeria dos espelhos do palácio de Versailles, o reflexo de cada sujeito se multiplica. Os espelhos, por este aspecto multiplicador passaram a valer mais do que qualquer quadro, uma expressão máxima de monarquia absoluta.
Os multiplicadores da imagem do eu estereótipo, relacionados ao ciclo da vida, no quesito tempo, muitas vezes não são bem vindos, percebemos isso no conto de fadas, “Branca de Neve e os Sete Anões”, quando a rainha madrasta indaga: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”, ela não suporta a beleza da jovem princesa Branca de Neve. Neste sentido, o espelho significa um tormento para a madrasta, porque desvela a passagem do tempo, o desgaste de sua beleza, revelando algo que antes era desconhecido para ela.
O espelho é um objeto que propicia enxergamentos diversos sobre a própria imagem, norteia reflexões e revelações sobre “eus” submersos, utilizando-se do poético.
Há outro exemplo do “duplo” gerado pelo espelho, quando o apóstolo Paulo cita no livro “2 Coríntios 3:18”: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelhos, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (Almeida, 2003, p.1465). O fato de a face estar sendo desvendada dilui a essência do seu olhar para dentro de si, interagindo com a sua própria existência.
Isso acontece também por meio da arte poética, que pode propiciar ao homem o desvelar de aspectos essenciais da vida. A poesia é a linguagem da imaginação, da emoção e dos sentidos, representa os objetos e seres, não como são propriamente, e sim, como são modelados por outros pensamentos, numa infinita variedade de formas e conteúdos de intimidades, caracterizada como atividade criadora e transformadora do tempo propiciando múltiplas experimentações.
No poema “Pareça e Desapareça”, do livro “Distraídos Venceremos”, Leminski (1991, p.63), registra as impressões do “eu lírico” diante do espelho – o outro eu dentro do espelho desapareceu no tempo, não há mais modelos de sua identidade a serem imitados.
Parece que foi ontem.
Tudo parecia alguma coisa.
O dia parecia noite.
E o vinho parecia rosas.
Até parece mentira,
tudo que parecia alguma coisa.
O tempo parecia pouco,
e a gente se parecia muito.
A dor, sobretudo,
parecia prazer.
Parecer era tudo
que as coisas sabiam fazer.
O próximo, eu mesmo.
Tão fácil ser semelhante,
quando eu tinha um espelho
pra me servir de exemplo.
Mas vice versa e vide a vida.
Nada se parece com nada.
A fita não coincide
Com a tragédia encenada.
Parece que foi ontem.
O resto, as próprias coisas contêm.
Os poetas costumam viver entre a biblioteca e a rua, entre o ontem e o hoje, entre as memórias e as histórias contadas, entre a infância e a vida. A linguagem poética tem aparecido na sociedade por meio de eventos culturais, declamações e reflexões sobre as representações sociais, como se fosse um espelhamento do autor para o leitor ou do leitor para o autor.


Poesia: uma questão literária


A poesia (re)trata o real por meio do lúdico, consegui expressar sentimentos ocultos, como se fosse um desabafo da alma, do coração e do “eu”.
“A poesia é a comunicação, a expressão do “eu”. A palavra é o signo literário por excelência, inferimos que a poesia é a expressão do “eu” pela palavra” (Massaud, 2003, p.84), conceito reafirmado por Lyra (1979, p. 50),
[...]nenhum bom poema deixa o leitor na mesma situação em que se encontrava antes da leitura: a modificação de seu modo de ser, se não foi intenção do poeta, é pelo menos um efeito do poema – e, deliberada ou espontânea, a persuasão se configura como uma categoria central da obra literária.

A partir dessa e de outras reflexões teóricas e etimológicas, percebemos que o sujeito ao ler um poema, transforma seu modo de olhar o mundo, passando a percebê-lo de maneira reflexiva, a mudança de percepção dar-se-á por meio de uma confissão sem máscaras, sem medos e de rupturas, tanto pela imagem refletida no espelho por diferentes ângulos ou pela descoberta do eu interior.
Na poesia lírica, o poeta preocupa-se com o próprio “eu”, o conteúdo da poesia lírica é a maneira como a alma, com seus juízos subjetivos, alegrias e admirações, dores e sensações, toma consciência de si própria. O eu lírico é um ser solitário, que revela uma arte que se percebe entre duas almas harmonizadas em idêntica solidão. Neste contexto, compreendemos que a poesia lírica é uma poesia de confissão, um exercício de reflexão da alma e do encontro com o eu poético.
No livro “O Arco e a Lira”, Paz (1982, p.15) afirma que,
A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro.

Consideramos que a poesia é positiva e tem o poder de transformar, de mudar o mundo por meio do ser. Pode revelar um mundo e criar outro, revelar um modo novo para se comunicar com a sociedade de diferentes épocas.
O olhar sobre a questão poética ocorre por meio de princípios que dizem respeito ao desenvolvimento de uma reflexão narrativa e social, necessária para uma abordagem de signos intrínsecos à construção da identidade. “[...] a poesia nasce da antiga crença mágica na identidade entre a palavra e aquilo que a palavra nomeia” (Paz, 1991, p.7).
O conto “Búfalo”, de Clarice Lispector, expõe ao leitor o processo de construção do espelhamento de fora para dentro e de dentro para fora. O pacto do olhar mulher/búfalo denuncia a condição precária do ser, que só “é” na relação com o outro, que só “é“ pelo olhar o outro. A escritora Lispector (1960, p.161), expõe o conflito da personagem mulher, espelhado no olhar do búfalo.
Lá estavam o búfalo e a mulher, frente a frente.
Ela não olhou a cara, nem a boca, nem os cornos.
Olhou seus olhos. E os olhos do búfalo, os
olhos do búfalo olharam seus olhos. E uma
palidez tão funda foi trocada que a mulher se
entorpeceu dormente.

Essa passagem re(afirma) a questão de conhecer-se através do outro, pelo outro e pela troca de olhares, uma experiência poética carregada de confissões e conflitos psicológicos.
No poema “O Espelho”, de Quintana (2001, p.111), faz referência à passagem do tempo, de uma memória fugidia e fluida.
E como eu passasse por diante do espelho
não vi meu quarto com as suas estantes
nem este meu rosto
onde escorre o tempo.
Vi primeiro uns retratos na parede:
janelas onde olham avós hirsutos
e as vovozinhas de saia-balão
Como pára-quedistas às avessas que subissem do
fundo do tempo.
O relógio marcava a hora
mas não dizia o dia. O Tempo,
desconcertado,
estava parado.
Sim, estava parado
Em cima do telhado...
Como um catavento que perdeu as asas!

Percebemos que o tempo atrai situações inesperadas, é a magia repentina das coisas, é o mágico das armadilhas. O tempo não está somente no relógio, está nas fases do espelho da vida, o tempo não se transforma em uma estátua, o tempo é a lembrança e a espera de algo, o tempo reflete o passado no presente.
Encontramos a passagem e as marcas inexoráveis do tempo, que transforma e deforma a imagem e o ser no poema “Retrato”, de Meireles (2001, p.18),
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdido a minha face?

Outro exemplo é a parábola de Narciso, que tem sido uma grande fonte de inspiração para os artistas há pelo menos dois mil anos. Na Mitologia Grega, Narciso ou O autoadmirador era um herói do território de Téspias, Beócia, famoso pela sua beleza e orgulho. O Narciso tinha uma irmã gêmea. Ambos se vestiam da mesma forma, usavam o mesmo tipo de roupa e caçavam juntos, mas, Narciso se apaixonou por sua irmã. Quando ela faleceu, Narciso se consumiu de desgosto, fingiu que o reflexo que via na água era a de sua irmã. E, no lugar onde o seu corpo se encontrava, apenas restou uma flor: o narciso.
O narcisismo é recuperado, poeticamente, na letra da canção, “Sampa”, extraída do livro “Letra Só”, de Veloso (2003, p. 198-199). O compositor se (re)apropria do mito de Narciso para explicar, simbolicamente, o que lhe ocorreu quando conheceu a cidade de São Paulo:
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

Essa letra é carregada de significações e provocações, retrata um narcisismo diferente, desfalecido. O nome Narciso vem da palavra Grega narke, que significa entorpecido. Para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza. Questões como estas, identificam a relação do outro com o outro, o outro eu, que talvez possa fazer alusão à condição efêmera do ser que sente a necessidade de continuar-se no outro, que é gerado de si, para que permaneça por muito tempo na memória dos seus.

Considerações finais e provocações


Então, quem tem medo de espelhos? Dos vários eus que habitam os espelhos? Sempre vai depender da perspectiva do eu, ou do que, realmente, se pretende ver em cada espelho revelado. A última indagação questiona quais são as perspectivas da imagem refletida pelo espelho. Será a aparência, a essência, e/ou a memória?
Atingir a sensibilidade de cada indivíduo, de modo que o afete de uma maneira encantadora e reconhecedora através do espelho, é um tema poético, uma forma de representação pela linguagem da existência e do contexto sócio cultural de uma época.
Ao encerrar este artigo, reflexivo, considerando a complexidade e a subjetividade dos textos investigados, percebemos que a linguagem promove elos sociais, determinada por diferentes olhares para verificar as transformações poéticas no tempo e espaço e reflete sobre o simbólico, sobre o “duplo”, subjacente à linguagem literária.


Notas

Mestranda do Programa de Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade e bolsista pesquisadora do PIBPG – Programa Institucional de Bolsas de Pós-Graduação (Stricto Sensu) da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE.

2 Doutora em Teoria da Literatura – UFSC e professora do Programa de Mestrado em Patrimônio Cultural da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE.

3 Sérgio Telles nasceu em Fortaleza e formou-se em Medicina em 1970. Reside em São Paulo, exerce a clínica psicanalítica. Em 11 de março de 1989 publicou o artigo Espelho, Espelhos, na Folha de São Paulo.



Referências bibliográficas

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