quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A RESPONSABILIDADE SOCIAL UNIVERSITÁRIA
Ao se pensar na construção de um mundo mais justo, a educação exerce um papel fundamental na formação da cidadania. Ela deve ser entendida como a mola propulsora para tornar o individuo mais crítico e consciente, capaz de compreender seu papel na sociedade e atuar efetivamente na perspectiva de transformá-la. E dentro deste contexto, a responsabilidade social universitária é de extrema relevância no sentido de difundir um conjunto de princípios e valores a partir de atividades que integralizam a tríade do conhecimento: ensino, pesquisa e extensão. Quando se fala em Responsabilidade Social Universitária, é necessário adotar uma atitude ética e socialmente responsável em todas as suas atividades perante à comunidade, assumindo de fato o seu papel diante das inúmeras demandas sociais. Desta forma a universidade poderá contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, formando cidadãos conscientes e, sobretudo proativos, despertando no aluno atributos como solidariedade, trabalho em equipe, voluntariedade, liderança e empreendedorismo que são habilidades fundamentais que contribuem sobremaneira em sua formação acadêmica e profissional. Partindo do princípio de que a desigualdade social é uma realidade do mundo contemporâneo, faz-se necessário que as universidades públicas e privadas, atendam essas demandas através de projetos de extensão que consigam, dentro do possível, reverter este quadro. Tais projetos desenvolvidos pelas IES’s têm apresentado um resultado muito positivo junto à sociedade e vem demonstrando ao longo dos anos que a universidade pode contribuir de fato para o processo de inclusão social. É importante salientar que o grande diferencial de uma universidade está focado nos programas de extensão desenvolvidos junto à comunidade, especialmente do entorno da IES e como o resultado destes projetos reflete na qualidade de vida das pessoas envolvidas. E dentro desta perspectiva que a Faculdade Univiçosa, localizada em Viçosa, desenvolveu uma Cartilha da Saúde que foi elaborada por alunos, professores e coordenadores de curso, tendo como objetivo oferecer à população mais carente, dicas e sugestões referentes às diversas áreas da saúde, tais como: receitas práticas e de baixo custo para o melhor aproveitamento dos alimentos, informações sobre a utilização de plantas medicinais e seus benefícios, dicas de primeiros socorros, calendário de vacinação, exercícios para incontinência urinária, cuidados com a coluna, dicas de como lidar com problemas em família, entre outros assuntos. Foram elaborados 30.000 exemplares e muitos deles foram distribuídos em várias cidades da Zona da Mata. Iniciativas como essa tendem a estimular a inovação e a criatividade frente aos desafios sócio-econômicos das camadas mais desfavorecidas, através de projetos e programas sociais que visam beneficiar o bem estar comum. Quando uma instituição utiliza-se da responsabilidade social, verifica-se efetivamente os benefícios proporcionados à comunidade e conseqüentemente, observa-se uma maior satisfação daqueles que estão envolvidos na ação comunitária, resgatando, muitas vezes a dignidade humana. |
Autor deste artigo: Adriana Cambuí
O ÚLTIMO DIA
"Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso."
Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas.
Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?
Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.
Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana?
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.
Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte.
Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.
Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up.
Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho. "a vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir.
Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito.
O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem.
A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?
A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento.
Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas...
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
Queria... Queria... Mas não havia mais tempo.
Quantas pessoas estão vivendo hoje seu último dia de existência na Terra e não sabem disso!
Quantas saem do corpo físico diariamente e deixam muitas coisas por fazer!
Certamente os compromissos profissionais, a limpeza da casa, as compras, os pagamentos, outras pessoas farão.
Mas as questões afetivas, as coisas do coração, somente cada um pode deixar em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura num familiar querido, um beijo carinhoso na esposa ou esposo, uma palavra atenciosa a alguém que precisa, um tempo a mais para dedicar aos amores.
Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas.
Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?
Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.
Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana?
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.
Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte.
Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.
Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up.
Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho. "a vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir.
Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito.
O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem.
A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?
A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento.
Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas...
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
Queria... Queria... Mas não havia mais tempo.
Quantas pessoas estão vivendo hoje seu último dia de existência na Terra e não sabem disso!
Quantas saem do corpo físico diariamente e deixam muitas coisas por fazer!
Certamente os compromissos profissionais, a limpeza da casa, as compras, os pagamentos, outras pessoas farão.
Mas as questões afetivas, as coisas do coração, somente cada um pode deixar em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura num familiar querido, um beijo carinhoso na esposa ou esposo, uma palavra atenciosa a alguém que precisa, um tempo a mais para dedicar aos amores.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
FUNCIONÁRIO TREINADO MANTÉM MÁQUINA FUNCIONANDO (TPM)
A Manutenção Produtiva Total (conhecida pela sigla em inglês TPM - Total Productive Maintenance) surgiu no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, para evitar que as máquinas ficassem muito tempo paradas e, consequentemente, sem produzir e sem gerar lucros. A melhor maneira encontrada para se aproximar cada vez mais de nível zero em perdas e desperdícios, foi investir na autonomia dos operadores e prevenir panes nas máquinas.
Até meados da década de 1940, as indústrias trabalhavam com o sistema de manutenção corretiva, ou seja, esperava a máquina dar pane e parar de funcionar para corrigir qualquer tipo de problema. No entanto, este tipo de ação causava retrabalhos, perda de tempo e prejuízos financeiros. Para mudar esse quadro, começou a se dar mais ênfase na manutenção preditiva e preventiva. Foi a partir deste ponto que surgiu o conceito de TPM.
Na TPM, a manutenção é uma parte vital do processo industrial e está inserida na rotina da fábrica, evitando, ao máximo, paradas de emergência. Para isso, os cinco pilares que mantém ereto este sistema são eficiência, auto-reparo, planejamento, treinamento e ciclo de vida.
A principal diferença da TPM para os outros conceitos de manutenção está em aumentar a satisfação do funcionário, que recebe investimentos da empresa e não fica restrito a trabalhos mecânicos, tendo grande importância no processo. O que, consequentemente, melhora a produtividade.
Para manter esta estrutura em funcionamento, a maioria dos problemas possíveis de aparecer em uma máquina pode ser resolvidos pelo próprio operador, parte importante do processo, treinado para isso. Além de não depender de um outro setor para resolver certas panes, o conserto é mais rápido, com menos mão de obra e independente.
Para que a TPM seja eficaz, de fato, a capacitação é essencial, tanto para os operadores que farão os ajustes necessários no equipamento, quanto para os mantenedores, para serem multifuncionais, e engenheiros, que podem desenvolver máquinas e equipamentos que precisem cada vez menos de manutenção, mais duradouras e eficientes.
Também não se pode esquecer da ênfase que o conceito dá para as paradas agendadas. Assim, é possível verificar se existe algum problema no equipamento e já consertá-lo, antes que a falha se agrave e o funcionamento seja interrompido por tempo indeterminado. Este processo permite a liberdade de marcar as manutenções para horários em que a produção já é mais baixa, naturalmente. Evitar as manutenções de emergência é essencial para a TPM, e, ao evitar as panes graves, o procedimento ainda aumenta o ciclo de vida dos equipamentos.
Este conceito exige um forte planejamento e dedicação da empresa, qualificação de funcionários e uma estruturação bem definida para que se alcance os resultados esperados em reduzir perdas de produção e de tempo. Pode, em um primeiro momento, parecer um investimento alto, no entanto, os benefícios econômicos que virão na sequência compensam os esforços. Além disso, ainda transforma o trabalho em uma atividade agradável e gratificante para funcionários em todos os níveis hierárquicos de uma indústria.
Fonte: CIMM - 18/05/2010
http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7231-funcionrio-treinado-mantm-mquina-funcionando?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=Boletim+ Informativo+34+de+2010
Até meados da década de 1940, as indústrias trabalhavam com o sistema de manutenção corretiva, ou seja, esperava a máquina dar pane e parar de funcionar para corrigir qualquer tipo de problema. No entanto, este tipo de ação causava retrabalhos, perda de tempo e prejuízos financeiros. Para mudar esse quadro, começou a se dar mais ênfase na manutenção preditiva e preventiva. Foi a partir deste ponto que surgiu o conceito de TPM.
Na TPM, a manutenção é uma parte vital do processo industrial e está inserida na rotina da fábrica, evitando, ao máximo, paradas de emergência. Para isso, os cinco pilares que mantém ereto este sistema são eficiência, auto-reparo, planejamento, treinamento e ciclo de vida.
A principal diferença da TPM para os outros conceitos de manutenção está em aumentar a satisfação do funcionário, que recebe investimentos da empresa e não fica restrito a trabalhos mecânicos, tendo grande importância no processo. O que, consequentemente, melhora a produtividade.
Para manter esta estrutura em funcionamento, a maioria dos problemas possíveis de aparecer em uma máquina pode ser resolvidos pelo próprio operador, parte importante do processo, treinado para isso. Além de não depender de um outro setor para resolver certas panes, o conserto é mais rápido, com menos mão de obra e independente.
Para que a TPM seja eficaz, de fato, a capacitação é essencial, tanto para os operadores que farão os ajustes necessários no equipamento, quanto para os mantenedores, para serem multifuncionais, e engenheiros, que podem desenvolver máquinas e equipamentos que precisem cada vez menos de manutenção, mais duradouras e eficientes.
Também não se pode esquecer da ênfase que o conceito dá para as paradas agendadas. Assim, é possível verificar se existe algum problema no equipamento e já consertá-lo, antes que a falha se agrave e o funcionamento seja interrompido por tempo indeterminado. Este processo permite a liberdade de marcar as manutenções para horários em que a produção já é mais baixa, naturalmente. Evitar as manutenções de emergência é essencial para a TPM, e, ao evitar as panes graves, o procedimento ainda aumenta o ciclo de vida dos equipamentos.
Este conceito exige um forte planejamento e dedicação da empresa, qualificação de funcionários e uma estruturação bem definida para que se alcance os resultados esperados em reduzir perdas de produção e de tempo. Pode, em um primeiro momento, parecer um investimento alto, no entanto, os benefícios econômicos que virão na sequência compensam os esforços. Além disso, ainda transforma o trabalho em uma atividade agradável e gratificante para funcionários em todos os níveis hierárquicos de uma indústria.
Fonte: CIMM - 18/05/2010
http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7231-funcionrio-treinado-mantm-mquina-funcionando?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=Boletim+ Informativo+34+de+2010
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